Minha querida Sputinick

Sputinick

MINHA QUERIDA SPUTINICK é o primeiro livro do japonês Haruki Murakimi que leio. E, vou lhes adiantar, já quero conhecer outras obras do escritor.  Apesar de saber muito pouco sobre o autor, o que me captou no estilo de Murakami é que ele tem um jeito de escrever muito suave, que te envolve na trama, como se o texto fosse um tecido entremeado de partes muito bem conectadas. Admiro muito essa qualidade de romancistas como ele que de palavra em palavra te envolve na história e te capta inteiramente para um novo universo.

Não sei se o mesmo acontece em outros livros dele, mas em Minha Querida Sputinick essa atmosfera de mistério e encanto é ponto crucial para nos envolver. A começar pelo título. Cá entre nós, a primeira pergunta que me fiz ao ler esse título foi ‘ o que seria ou quem seria Sputinick’, ‘por que querida’? A curiosidade para entender o porquê desse nome me captou imediatamente para as páginas desse romance, quando dei por mim, estava eu completamente envolvida pelo trio de personagens e tentando entender todos os mistérios que conectaram os três: o narrador K. (sem nome), Mia e Sumire.

Sputinick.jpg2O livro nos apresenta uma bela história cheia de aventuras e mistérios. O narrador dessa aventura  é um jovem professor chamado K. ((uma característica que descobri a respeito de Murakami, em uma entrevista dele a um jornal, é que geralmente os seus personagens não possuem nome)). K. vive em Tóquio e é apaixonado por Sumire, sua melhor amiga, uma garota que largou os estudos para se tornar escritora. A pacata rotina dos dois amigos é completamente alterada a partir do momento em que Sumire conhece Mia, uma empresária bem sucedida que provoca uma paixão avassaladora em Sumire. Contudo engana-se o leitor se pensar que a história se prende apenas a um triângulo amoroso. Nesta mesma trama, Murakami também nos apresenta uma Tóquio moderna com restaurantes sofisticados e uma ilha perdida em um ponto da Grécia cheia de natureza e cor. O autor gosta de brincar com as sensações, com todos os nossos sentidos, e de atiçar a nossa imaginação.

Nas entrelinhas de um parágrafo e outro, ele nos faz refletir um pouco sobre a grandiosidade da vida, os mistérios do inesperado, a solidão e a fragilidade dos relacionamentos.

“ Adoro essa frase. Tem de ser um dos princípios por trás da realidade. Aceitar coisas que são difíceis de compreender, e deixa-las ser o que são. E sangrar. Atirar e sangrar.” Sumire.

“ Por que as pessoas têm de ser tão sós? Qual é o sentido disso tudo? Milhões de pessoas neste mundo, todas ansiando, esperando que outros as satisfaçam, e contudo, se isolando. Por quê? A terra foi posta aqui só para alimentar a solidão humana?” K.

Ah ficou curioso como eu sobre o porquê do título ” Minha Querida Sputnik”? Eu te convido a ler a obra. Esse é um daqueles casos em que a parte só é possível de ser explicada pelo todo!

 

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